19.7.06

IDA PARA A DESCONHECIDA ÁFRICA


EM 25 DE MARÇO DE 1970 VIEMOS DE COMBOIO DE STA. MARGARIDA DA COUTADA ATÉ AO CAIS DA ROCHA DE CONDE DE ÓBIDOS, EM ALCÂNTARA, LISBOA, AFIM DE EMBARCARMOS PARA ANGOLA.
APÓS DESPEDIDAS DA FAMÍLIA, HOUVE FORMATURA GERAL, DESFILE PERANTE UMA ALTA ENTIDADE E EMBARQUE NO NAVIO "PÁTRIA", QUE TINHA SIDO ADAPTADO PARA ESTES TRANSPORTES DE TROPAS, COLOCANDO TRI-LICHES NOS PORÕES, O QUE TORNAVA NUM AMBIENTE INDESCRITÍVEL O CALOR DAS CAMARATAS ALIADO AO CHEIRO DO ALCATRÃO DO NAVIO E AO VOMITADO DO PESSOAL, QUE NÃO ESTAVA HABITUADO ÀQUELE BALANÇAR DA ONDULAÇÃO.
PREPARADOS PARA O DESFILE. O CAPITÃO À FRENTE, O 1º SARGENTO CATARINO COM O GUIÃO DO B.I.I.17
NA HORA DE COMEÇAR O EMBARQUE. COM AS FAMÍLIAS A ASSISTIR
NAVIO "PÁTRIA"


CARTÃO QUE ATRIBUÍAM AOS SOLDADOS, NO NAVIO, PARA AS REFEIÇÕES
OFICIAIS NA SALA DE REFEIÇÕES DO NAVIO "PÁTRIA". DE FRENTE ESTÁ O "CAPITÃO" ALVES MARTINS, COMANDANTE DA 2676, À DIREITA ESTÁ O "CAPITÃO" VAGOS LOURENÇO, OS ALFERES DA 2676 RODRIGUES E RAIMUNDO. À ESQUERDA ESTÃO OS ALFERES DINIS, DA 2676, E RUI MAROTE
À PASSAGEM DO EQUADOR ERA NORMA DOS NAVIOS JULGAREM AQUELES QUE PELA PRIMEIRA VEZ O FAZIAM. PARA ISSO ERA CONSTITUÍDO UM TRIBUNAL E ERAM APLICADAS SANÇÕES AOS NOVATOS. NESTE CASO O REU ERA O ALFERES MATOS DA 2676 E OS ADVOGADOS ERAM O CAPITÃO VAGOS LOURENÇO DA 2677 E O CAPITÃO DUARTE NUNO DA 2678.

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