20.7.06

OS NOSSOS MORTOS

FALECERAM NO EX-ULTRAMAR DOIS MILITARES, CUJOS NOMES SE ENCONTRAM RECORDADOS NO MONUMENTO DE HOMENAGEM AOS MORTOS NO ULTRAMAR:
SOLDADO CONDUTOR JOÃO FRANCISCO DA CRUZ ROSENDO, FALECIDO EM BESSA MONTEIRO, A 9 DE OUTUBRO DE 1971, NUM ACIDENTE DE CAPOTAMENTO COM UMA VIATURA UNIMOG 411 "BURRO DO MATO"

SOLDADO ATIRADOR JOÃO DOMINGOS CORREIA MEDEIROS, FALECIDO EM BESSA MONTEIRO, A 3 DE MARÇO DE 1972, NUM LAMENTÁVEL ACIDENTE COM UM DISPARO DE UMA ESPINGARDA G3 DO SOLDADO JOÃO NORIVALCOTA ENES, DURANTE A LIMPEZA DE ARMAMENTO, APÓS UMA PATRULHA. FICARAM  FERIDOS O 1º CABO RAÚL MANUEL LIMA E O SOLDADO DIAS


MONUMENTO DE HOMENAGEM DE PORTUGAL AOS MORTOS NO ULTRAMAR, SITUADO NO FORTE DO BOM SUCESSO, EM LISBOA (BELÉM)



TOQUE A SILÊNCIO

Centenário da 1ª Grande Guerra

Trompetista da Orquestra Sinfónica do Exército Português,
Sargento Hélio  Martins - "O silêncio"




"Il Silencio" na versão de Nini Rosso, interpretado pela trompetista Melissa Venessa, com a orquestra Johann Strauss dirigida por Andre Rieu, em Maastricht, em 2008.


O "toque do silêncio" acompanha serviços fúnebres militares. A sua origem reporta-nos à guerra civil americana, quando num confronto noturno, um oficial da União, sensível aos gemidos de um soldado ferido (desconhecia se era da União ou Confederado), vai em seu socorro. Contudo, esse soldado confederado era filho do Oficial. Apesar de seu filho morto ser confederado e por isso inimigo, o oficial da união pede aos seus superiores que lhe permitam enterrar condignamente o seu filho morto, mais pedindo que a banda da União toque uma música que se encontrava nos bolsos do soldado morto. Essa música, essa linda musica, era "O toque do silêncio"

3 comentários:

Sérgio O. Sá disse...

Ex-combatentes de Bessa Monteiro.
Entre 1965 e 1967 o Batalhão 1867, ao qual eu pertenci, também esteve sedeado em Bessa Monteiro. Era o ÁGUIAS NEGRAS, como se devem lembrar pela placa que lá ficou. Eu pertencia à companhia de Quibala.
Naquele tempo, de vez em quando havia "festa" por essas bandas. Da minha companhia um camarada perdeu a vida e vários outros ficaram feridos. Mas no conjunto do batalhão morreram vários.

Vi que dos vossos homens, dois também perderam a vida. Agradeço que me digam, se puderem e quiserem, se os vossos companheiros MORRERAM EM COMBATE ou não.
Estou a escrever sobre essa região ao tempo em que lá estive e gostaria de saber da perigosidade que continuou a haver por lá depois de 1968.
Agradeço a atenção que possam dispensar-me e peço que quem puder informar-me deixe a sua identificação para o poder citar se necessário. Contactos: sergio.o.sa@sapo.pt ou tlm. 914 268 141.
Saudaçoes de paz em lembranças de guerra.

João disse...

Hi Sérgio,

Quase um ano depois do seu "apelo", entrei por acaso neste blog e vou responder no que puder.
Eu estive em Bessa Monteiro de Agosto de 1969 a Setembro de 1970. Era Alferes Sapador do BART 2883. Depois seguimos para o Luquembo, na região de malange. Note que o autor deste blog refere, por duas vezes, que o BART 2883 estava em Malange e que daí foi para o Luquembo. Não, na realidade fomos de Bessa Monteiro para o Luquembo.
Bem, mas isso é o menos.
Da primeira questão que formulou, nada posso dizer, pois não era a minha Companhia nem o meu tempo. Também eu fiquei com curiosidade e propunha-me fazer a pergunta ao blog, mas pelos vistos não vale a pena pois a sua pergunta, quase um ano depois, não teve resposta.
Quanto à situação em Bessa Monteiro, na época em que lá estive, era boa. Não houve ataques nem qualquer outra actividade dos "turras". A isto não terá sido estranho o facto de o nosso 2º Cmandante (na práctica ele foi, de facto, o comandante...), Maj. Rubi Marques. Um Oficial "terrível", mas que levava os seus extremos disciplinares também para as questões de segurança. O que foi bom... A nossa Companhia estacionada em Quibala (Norte) ainda teve algumas escaramuças, mas sem consequências, se bem me recordo.
Portanto, em termos operacionais, esteve tudo calmo. De tal modo calmo que Bessa Monteiro deixou de ser sede de Batalhão e ter duas companhis, a CCS e uma de atiradores, para passar a ter uma só companhia. E esta mudança deu-se no meu tempo, foi exactamente o BART2883 o último batalhão sedeado em Bessa Monteiro e o primeiro a ocupar Luquembo.
Se puder ajudar em mais alguma coisa, contacte-me por favor para eng.figueiredo@gmail.com
Um abraço,
JGTF

Fernando David disse...

Parabens pelo blog está muito bem construido.
Eu estive em Bessa Monteiro no periodo de Agosto/69 a Setembro/70na CCS/bart.2883.
Agradeço o obséquio de me informar se os vossos companheiros JOÃO MEDEIROS E JOÃO ROSENDO morreram erm combate ou por outra causa.
meu contracto: fernando.sdavid@sapo.pt