20.7.06

GUIÃO DO BII17, GUIÃO E EMBLEMA DA COMPANHIA

GUIÃO DO BATALHÃO INDEPENDENTE DE INFANTARIA 17 (BII 17), EM ANGRA DO HEROÍSMO, NOSSA UNIDADE MOBILIZADORA





GUIÃO ATRIBUÍDO À COMPANHIA 2677  PELO BII17



GALHARDETE DA COMPANHIA 2677 E O SEU EMBLEMA.
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AMBOS FORAM IDEALIZADOS PELO "FURRIEL" ALVÉLOS. O GALHARDETE TEM A BORDADURA IGUAL AO GUIÃO DO BII17, POR SER A UNIDADE MOBILIZADORA. O EMBLEMA TEM COMO SÍMBOLOS O CASTELO (DO BII17), A CRUZ DE CRISTO POR SERMOS PORTUGUESES, A ESPINGARDA REPRESENTANDO A NOSSA G3, O PUNHAL SÍMBOLO DE BRAVURA, OS LOUROS SÍMBOLO DOS VITORIOSOS E O NOSSO LEMA "ESFORÇO E VITÓRIA". MAIS TARDE O "FURRIEL" ALCEU RODRIGUES FEZ O ESBOÇO DO EMBLEMA EM PAPEL VEGETAL PARA O APLICAR COMO MARCA DE ÁGUA NOS IMPRESSOS DE LOUVOR DA COMPANHIA.



O EMBLEMA DA COMPANHIA E O GUIÃO EM TERRAS DE ANGOLA
Elementos compilados pelo ex-Furriel  Alceu de Jesus Rodrigues

O Emblema da Companhia, mais conhecido, na gíria militar,  por "Crachá", assim como a envolvente a que se habituou chamar de Guião, ficou em todos os locais por onde passámos, como era habitual em todas as Unidades.
Estes emblemas ficavam colocados numa base que, normalmente, servia também de apoio ao mastro onde era içada, todos os dias, a Bandeira Nacional, com as honras protocolares.
Como se disse, o Emblema foi idealizado pelo ex-Furriel Joaquim Alvélos, mas no terreno, a construção das placas/guião foram concebidas e construídas pelo ex-Furriel Alceu Rodrigues.
A parte central dos Guiões que continha o nosso Emblema, porque era muito difícil de desenhar na estrutura a construir, foi decidido fazê-lo em azulejo, o que, julgo, se conseguiu obter em Luanda.

NO LUQUEMBO:
O nosso guião foi construído após a nossa ida para Sautar e quando foi possível adquirir os azulejos com o desenho do emblema.
O conjunto ficou numa base já existente do antecedente e construída, julga-se que, pela Companhia de Artilharia que fomos render em 7 de Abril de 1970.
As outras placas são referentes a:
A de cima, à Companhia de Artilharia que nós fomos render, CArt 2337 (BCaç 2859)
A do lado, ao Batalhão de Artilharia 2883, com a divisa o ESTILHAÇO, - Set1970 a Set1971
O ex- Furriel Alceu Rodrigues a pintar as datas de chegada e partida da Companhia (7 de Abril a Setembro de 1970). Ao seu lado está o ex-soldado Borges Toste, pedreiro de profissão

Pessoal que se deslocou, em coluna, de Sautar ao Luquembo para colocar a placa/emblema da Companhia: 1ª fila (sentados): 1º Cabo Edgar Silva e Jerónimo Santos; 2ª fila: Borges Toste, Alves Ferreira, 1º Cabo Cabral Matos, Fur Alceu Rodrigues, Manuel Adriano da Silva, Manuel Castro, Paulo Jorge S. Batista; Agarrado ao monumento: 1º Cabo Silva Alves

EM SAUTAR:
No quartel velho, para onde foi destacado, de início, o 4º Pelotão da Companhia, havia uma base com os guiões das subunidades que por ali passaram.

BASE DE GUIÕES NO QUARTEL VELHO, EM SAUTAR
Após a transferência da totalidade da Companhia  para aquele local e depois da construção do Quartel novo com edifícios MC,  foi construída a base Guião/Bandeira.
Foi executado em betão armado e cofrado in-situ. O Brasão tem as dimensões de 60X60 e foi colocado junto ao mastro da Bandeira Nacional. Foi implantado sobre sapata circular com aproximadamente 1,50m de diâmetro. A parte central - o emblema da Companhia - é em azulejo. 
Em cada canto consta BII 17 e espingardas em cruz, pintadas a amarelo em cimento e alto-relevo. Os triângulos encarnados e preto simbolizam o Brasão do Estandarte do BII 17, nossa Unidade Mobilizadora, na ilha Terceira nos Açores.
Este modelo distingue-se dos restantes por ter cinco extremidades alongadas e esbeltas implantadas nas faces laterais da placa original. Estas extremidades, com comprimentos diferentes, dispostas e pintadas em forma de rosa-dos-ventos, para além de aumentarem a volumetria do Brasão, tornando-o mais notável, representavam, simbolicamente, o raio de acção do patrulhamento da Companhia, sendo que cada uma indicava a localização e distância relativa ao quartel das povoações importantes na área de acção da Companhia.
A estética do Brasão foi aprimorada através da execução de rebordos nas extremidades e pelo alto-relevo das inscrições.
A unificação com o mastro da bandeira foi materializada através da construção de uma série de muretes brancos, dispostos segundo linhas paralelas e concorrentes, interligando as sapatas circulares e retangulares das suas estruturas, criando desta forma uma ilha única sobre elevada que depois foi preenchida com vegetação.

Repare-se que a espessura dos braços é menor que a do brasão para o tornar mais esbelto.
A parte pintada a branco de cada braço tem mais um centímetro do que o pintado a preto









A sapata com o Brasão e o mastro da Bandeira ficou em frente ao edifício de Comando

FORMATURA DIÁRIA E IÇAR DA BANDEIRA


 EM BESSA MONTEIRO:
O Brasão foi construído, também em betão armado, e colocado ao lado de brasões já existentes de outras Unidades, num morro de pedra a isso destinado.
AO LADO DO EMBLEMA ESTÃO DUAS PLACAS: UMA, À ESQUERDA, COM A INSCRIÇÃO” DERAM A VIDA, REFERINDO OS DOS DOIS MILITARES FALECIDOS - SOLD COND. ROSENDO E SOLD ATIR. MEDEIROS”. A OUTRA, À DIREITA, COM O PERÍODO DE ESTADIA EM BESSA - 15-SET-1971 A 15-ABR-1972


PODEM VISUALIZAR-SE OS OUTROS EMBLEMAS CONSTRUÍDOS
ATRÁS, UM CRUZEIRO; À ESQUERDA, PERTENCE AO BCAÇ 1937, COM O LEMA: RUMO À PAZ JUNTOS NA GUERRA. CONTEM O NOME DE 11 MILITARES FALECIDOS, À DIREITA O DO BART 2883 E A ESTADIA DE AGOSTO 1969 A AGOSTO 1970

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